Outro dia, o Universo Jatobá falou da diferença entre fome e vontade de comer. Hoje, com a ajuda da mesma especialista, a endocrinologista Andressa Heimbecher, traz dicas para te ajudar a mudar o condicionamento do cérebro e, assim, não ultrapassar os limites na hora da refeição.

Quem nunca comeu alguma coisa mesmo sem ter fome, só por considerar o alimento uma delícia? Segundo Andressa, muitas vezes isso ocorre por causa do mecanismo de busca-recompensa. “Este mecanismo é um circuito cerebral criado quando se ingere determinado alimento que traz boas sensações ou a pessoa tem a memória de um bom momento associada”, explica.

De acordo com ela, outras vezes, a vontade de comer pode vir porque o organismo simplesmente está sentindo falta de algum nutriente. “Quando, por exemplo, uma pessoa está com anemia por falta de ferro, ela pode ter vontade de comer até tijolo ou terra. O nosso cérebro desenvolve mecanismos que instintivamente nos fazem buscar alimentos para suprir deficiências nutricionais”, conta.

Fato é que, na maioria das vezes, a vontade é de atacar um hambúrguer com batata frita, uma barra de chocolate, enfim, aquelas opções riquíssimas em calorias. “Isto está associado ao cérebro humano ter desenvolvido, ao longo da evolução, um mecanismo poupador de peso, fazendo com que tenhamos preferência por alimentos mais calóricos e com maior teor de açúcar e gordura”, esclarece.

Mas, há uma luz no fim do túnel para você que deseja começar a seguir um ritmo mais saudável e controlado quando se trata de alimentação. O primeiro passo para começar o processo de mudança de hábitos é procurar um especialista de confiança. Andressa afirma que é possível controlar essas vontades fora de hora. “É importante entender que como é um hábito que foi reforçado devido ao mecanismo de recompensa, é preciso reprogramar este hábito. Além disso, precisamos avaliar se há necessidade de introduzir tratamento para ansiedade ou compulsão a depender de cada paciente, pois muitas vezes o hábito de comer mais doces ou exagerar nos doces pode estar associado à ansiedade ou compulsão”, reforça.

Confira cinco dicas para ajudar a condicionar o cérebro e não cometer excessos:

1 . Regularize o intervalo entre as refeições.

2 . Introduza ou aumente a ingestão de fibras na alimentação.

3 . Opte por doces a base de frutas ao invés dos de chocolate. Um bom exemplo é o sorvete de massa (chocolate, creme, etc.) que pode ser trocado por sorvete de frutas.

4 . Beba de 2 a 2 litros e meio de água por dia.

5 . Se a vontade aparecer e for impossível resistir, tente comer a metade do que comeria para reprogramar o cérebro. Se você tiver 2 bombons, por exemplo, coma apenas um.

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