caloricosEndocrinologista dá dicas de alimentos que dão saciedade e não comprometem a dieta. Eles são aliados para vencer o chamado “winter blues”

O inverno ainda não chegou, mas os dias já começam a ficar mais curtos e as temperaturas, mais amenas. Com o frio, a vontade de comer comidas mais calóricas é maior e a endocrinologista Andressa Heimbecher, especialista em Emagrecimento, explica o porquê. “Já existe comprovação científica de que, nesta estação, ocorre uma alteração de humor, chamada em inglês de ‘winter blues’, que está associada ao desejo de comer comidas mais calóricas. É um sentimento estimulado pelo mecanismo de recompensa cerebral”, diz.

A endocrinologista afirma que a ingestão calórica é associada com um humor mais triste e que, em alguns casos, essa alteração de humor, conhecida como distúrbio afetivo sazonal, pode até exigir uma avaliação médica. Outro fator é físico, e está associado às origens da humanidade: à medida que a temperatura cai, tendemos a buscar alimentos mais quentes.

Como, geralmente, estes alimentos contêm alto teor de carboidratos, o resultado pode ser um indesejado aumento de peso. Andressa diz que ele pode variar, em média, de meio quilo a um quilo por inverno, o que parece pouco. Mas, se pensarmos no acúmulo de peso ao longo de algumas décadas de vida, o problema ganha grandes proporções.

Por isso, não exagerar nas calorias é fundamental. De acordo com a especialista, tomar sol – o que não é muito difícil em um país de clima tropical como o nosso – ajuda a diminuir o “winter blues”. “Mas só isso não é suficiente”, alerta. Então, o melhor é investir em uma alimentação saudável e com fibras – que aumentam a sensação de saciedade.

Legumes cozidos, que possam ser mastigados – em vez de serem servidos como sopas ou caldos – oferecem ao cérebro a sensação de alimentação, ajudando a saciar a fome. A carne de peru é uma opção pouco calórica, assim como a abóbora, que tem aproximadamente 40 kcal em cada 100 gramas, além de apresentar alto teor de fibras, vitamina B1, C e magnésio.

As barrinhas de cereal são outro “coringa” para quando temos aquela vontade de comer algo no meio do dia. Prática e barata, pode ser levada na bolsa e consumida em qualquer lugar. Mas a endocrinologista lembra que é recomendável escolher uma barra de cereal de 100 a 120 calorias por porção e que tenha em torno de 2,5 a 3 gramas de fibras. “Ela também tem que ter menos de 1,5 g de gordura saturada para ser saudável”, ensina Andressa.

Ainda sobre as barrinhas, a médica recomenda evitar as que contêm chocolate. Ela alerta que quando comemos algo muito doce, os mecanismos de recompensa são ativados, estimulando uma maior ingestão de doces nas horas seguintes.

Já os carboidratos simples, como açúcar e farinha branca – presentes em pães, doces e bolachas – são contra-indicados, pois contêm muitas calorias e saciam muito pouco. Eles também estimulam mais ingestão de alimentos pouco tempo depois de serem consumidos.
Quanto aos chocolates, Andressa pede cautela. Se por um lado pesquisas demonstram benefícios – como aumento a capacidade de processamento cerebral (função cognitiva), diminuição das taxas de AVC e insuficiência cardíaca, além da melhora da pressão arterial e do humor em mulheres –, por outro ele contém açúcares e gorduras saturadas, danosas ao corpo.

O ideal é o consumo de chocolate em pequenas porções. “A preferência deve ser dada aos meio amargos, que apresentam maior teor de cacau na sua composição. Os do tipo ao leite elevam os índices de colesterol ruim. Os chocolates meio amargos, com pelo menos 60% de cacau, reduzem”, conclui.

Artigo publicado na Runner’s World Brasil

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