fomeConectado à internet ou vendo TV, em casa ou andando na rua, trabalhando ou simplesmente sem fazer nada, são diversas as situações em que você se depara com a aquela abrupta vontade – quase incontrolável – de “dar uma beliscadinha em algo”.

Mas será que, de fato, não podemos controlar esse desejo repentino? Será que estamos mesmo com fome ou apenas com vontade de comer? Apesar de estarem estritamente ligados, trata-se de dois momentos, com particularidades bem distintas.

A endocrinologista Andressa Heimbecher ressalta que fome, cientificamente falando, é a sensação que ocorre pela necessidade urgente de comida. A fome resulta de uma série de estímulos que são mecânicos e hormonais (como o aumento do hormônio Ghrelina, por exemplo), enquanto a vontade de comer é comumente associada à momentos de recompensa cerebral.

“Um bom exemplo é o dos chocólatras, que ao ingerirem chocolate tem ativados esses centros de recompensa cerebrais relacionados ao prazer. Existe também um mecanismo cerebral que é mediado pelo neurotransmissor dopamina que é responsável justamente pelo processo de vontade de comer ou antecipação do desejo. O maior problema é quando este comportamento leva à ingestão de calorias em excesso, e finalmente ao ganho de peso”, afirma Andressa.

A ciência confirma que o consumo de alimentos com alto índice glicêmico podem resultar na elevação dos níveis hormonais, provocando aumento da fome e da ingestão nas horas seguintes. A vontade de comer doces em horários diversos do dia muitas vezes aumenta também a quantidade de calorias ingeridas, gerando sérias consequências à saúde como o risco de desenvolvimento de diabetes, pressão alta e elevação dos níveis de colesterol.

Como não se pode manipular o cérebro para se reprogramar, o mais ideal é estabelecer a reeducação alimentar, uma possibilidade de corrigir os erros alimentares. A endocrinologista, defende que a receita é simples, mas muitas vezes difícil de ser seguida.

Andressa esclarece que o primeiro passo é a mudança dos hábitos alimentares, como trocar carboidratos simples pelos complexos, o que inclui a troca de farinhas brancas por integrais e pão branco por integral. A restrição ao consumo de açúcar refinado e a adesão ao consumo de fibras de outras fontes, como verduras e legumes, também são indicados. A realização de consulta com o endocrinologista também se faz necessária, afim de melhor identificar os hábitos alimentares.

Ao contrário da fome, durante a vontade comer, a pessoa já está alimentada mas ainda assim sente falta, por exemplo, de comer um chocolate depois do almoço. A especialista alerta que o importante é ficar ligado nessa diferença de momentos e quando bater a vontade de comer chocolate, opte por uma barra de cereal. Mudar os hábitos lentamente é uma boa dica para conseguir comer menos e de forma saudável.

Por João Batista Cirilo | Yahoo Contributor Network
Fonte: Yahoo Mulher

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