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11 horas atrás

Endocrinologia em dia

Ovários policísticos e seu peso

Outra dúvida bem frequente é sobre o ganho de peso e os ovários policísticos. Eles são a principal causa de infertilidade entre as mulheres e nos Estados Unidos as estatísticas indicam que são cerca de 5 milhões afetadas. Os ovários policísticos são muito mais que apenas cistos em ovários, são uma síndrome. O que significa que há uma combinação de sintomas: excesso de hormônios masculinos (chamados de andrógenos), ausência de ovulação ou irregularidade na ovulação e por consequência ciclos menstruais muito irregulares e finalmente, o achado de vários cistos nos ovários no exame de ultrassom. Além disso, se sabe que a síndrome dos ovários policísticos está ligada ao risco de desenvolvimento de Diabetes, doenças cardiovasculares e depressão.

Para o diagnóstico vale a história de menstruação irregular e a presença de acne, oleosidade da pele, pelos em face, tronco, abdome e dificuldade de perda de peso. O exame de sangue é arma fundamental junto com o ultrassom de pelve. E, também, não podemos esquecer de dosar a glicose e a insulina no sangue.

A relação entre ovários policísticos e peso é bem complexa. Sabemos que o ganho de peso pode piorar e desencadear a síndrome dos ovários policísticos e também sabemos que a presença dos ovários policísticos tornam um pouco mais difícil perda de peso devido à resistência insulínica.

Confuso isso? Sim, é um pouco mesmo. Fica mais complicado quando sabemos que até mulheres magras podem ter ovários policísticos, mas que se elas engordam, elas pioram bastante.

O eixo central do problema nos ovários policísticos é o processo de resistência à insulina, que acontece inicialmente nos ovários, gerando as alterações hormonais, e pode prosseguir para uma resistência insulínica maior levando ao quadro de pré diabetes, principalmente se há ganho de peso.

A ideia central de todo o tratamento da síndrome dos ovários policísticos é quebrar a resistência insulínica. Primeiro com perda de peso para quem precisa, e a atividade física é essencial nesse contexto. Depois agir sobre o que está alterado, tratando a irregularidade na ovulação, com anticoncepcionais se necessário e com medicamentos para reduzir a resistência insulínica, como a metformina.
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1 dia atrás

Endocrinologia em dia

O cortisol, conhecido como “hormônio do estresse”, causa barriga?

Na verdade você sabia que este é só um jeito muito simples de explicar um hormônio tão importante?

Produzir cortisol no organismo não é errado, pelo contrário. O cortisol é um hormônio naturalmente produzido pela nossa supra-renal e tem diversas funções. Desde a regulação da imunidade, controle da glicose no sangue, até preparar a pessoa para acordar de manhã, sim, tudo isso o cortisol faz. Ele funciona como a chave de um carro, dando partida no organismo, sendo liberado cerca de meia hora antes de acordarmos.

Então, produzir cortisol é bom... o problema acontece quando produzimos ele em excesso.O grande X da questão é que quando há excesso de cortisol o organismo desenvolve resistência insulínica e a resistência insulínica é bem marcada pelo acúmulo de gordura na região abdominal. Além disso o excesso crônico de cortisol causa acúmulo de gordura na região do dorso e parte superior das costas, e leva à perda muscular nas extremidades do corpo: pernas e braços.

Para saber seus níveis de cortisol, não basta apenas uma dosagem simples de cortisol no sangue. Devemos nos preocupar em dosar o cortisol em diferentes horários, através de outras técnicas, como na urina ou saliva. Os exames indicados são a dosagem do cortisol livre urinário em 24 horas, a dosagem de cortisol na saliva as 23 horas ou ainda o teste chamado overnight 1 mg de dela.

E, atenção! Cuidado com medicamentos que contém cortisol, como prednisona ou prednisolona. Nunca os tome sem prescrição e acompanhamento médico, uma vez que eles, se usados em excesso e sem acompanhamento médico podem causar no organismo os mesmos efeitos de um excesso de cortisol produzido em casos de doenças da hipófise ou supra renal.
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