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4 horas atrás

Endocrinologia em dia

E para fechar a semana de perda de peso, vamos falar de cirurgia bariátrica?
Esta semana começamos falando sobre os segredos dos grandes perdedores de peso, desde mudanças de hábitos, até o entendimento que o hipotálamo - nosso regulador de peso - pode estar com o controle de peso prejudicado devido à inflamação. Falamos também do papel dos medicamentos para perda de peso e hoje é a vez da cirurgia bariátrica.

A decisão de fazer a cirurgia bariátrica é um momento muito importante na vida de uma pessoa. Enfrentar as mudanças físicas e emocionais pelas quais o corpo passará nos meses e anos seguintes à realização da cirurgia não é tarefa fácil.

Antes da cirurgia é preciso saber se o paciente está preparado para o procedimento. É papel do médico endocrinologista verificar a indicação da cirurgia e tratar os problemas de saúde decorrentes do ganho de peso, como diabetes, colesterol, triglicérides altos além de apnéia do sono. É importante também que dosagem hormonal seja feita desde o começo do acompanhamento, buscando identificar alguma alteração que possa contribuir para o ganho de peso. Doenças da tireóide, da glândula suprarrenal ou da hipófise também devem ser pesquisadas.

É uma decisão em equipe junto com o paciente o tipo de cirurgia a ser feita. Reduzir o estômago e desviar o intestino, ou apenas reduzir o estômago, este é um jeito simples de falarmos de algumas técnicas de cirurgia feitas. Todas elas tem efeitos adversos, todas tem um certo risco e é preciso saber qual se encaixa melhor no perfil da pessoa que vai fazer. Será que a pessoa tem compulsão? É beliscadora? O padrão alimentar diz muito na hora de saber o tipo da cirurgia a ser feita.
Após a cirurgia o acompanhamento não acaba. O endocrinologista passa a ser o médico parceiro do paciente. Sua avaliação juntamente com a equipe permite identificar precocemente algum sinal de deficiência de vitaminas, como por exemplo prevenir e tratar a perda óssea após a cirurgia. Quando a pessoa perde muito peso, o esqueleto apresenta uma perda óssea que precisa ser avaliada com cuidado, para garantir um tratamento precoce no caso de osteoporose.

Ajustar a dose dos medicamentos e muitas vezes orientar o paciente sobre quais medicamentos não precisarão ser mais usados também faz parte da avaliação do endocrinologista. A maior parte dos pacientes diabéticos, por exemplo, poderá ficar sem tomar algumas medicações a depender dos exames de sangue no pós operatório. Nesses casos a realização de exames de sangue e a consulta cuidadosa são essenciais para ajustar as doses ou mesmo suspender os remédios em uso.

Para finalizar, as mudanças do metabolismo devem ser vistas de perto: controle do peso, dosagem de vitaminas, acompanhamento hormonal e de exames como glicose e colesterol.

Entrar em um processo de realização de cirurgia bariátrica nunca é um passe de mágica. É um caminho que exige muita responsabilidade no preparo do paciente, corrigir os possíveis riscos e preparar para a vida depois da cirurgia. Apesar da ansiedade e grande vontade que a perda de peso aconteça logo, como dizia a vovó: “nuca funciona colocar a carroça na frente dos bois”. Uma avaliação bem feita e sim, de novo ele - o planejamento - são a chave do sucesso.
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1 dia atrás

Endocrinologia em dia

Esta semana estamos falando de perder peso. E hoje vamos de medicamentos para perda de peso. Sim, é um tema polêmico mas fundamental de se abordar. Quando é a hora certa de começar? O que precisamos saber antes de usar um medicamento para perder peso? Neste post vamos falar dos conceitos fundamentais quando falamos em medicamentos para perder peso:

1) O primeiro deles é que o tratamento com medicamentos para perda de peso só se justifica quando estamos praticando reeducação alimentar e mudanças do estilo de vida. A ideia dos medicamentos para perda de peso é que eles ajudem para que o paciente tenha uma ADESÃO ao tratamento; ou seja, que consiga seguir sua dieta e sua frequência de atividade física nessa nova etapa de vida.

2) O tratamento com medicamentos para perda de peso não cura sozinho a obesidade – parece estranho ouvir isso... mas é a mais pura verdade. Entender que somente exista aquela pílula mágica que irá resolver tudo num estalar de dedos é começar pelo caminho incorreto. O ganho de peso existe devido um conjunto de fatores: excesso de calorias, sedentarismo, dinâmica das bactérias intestinais, mecanismos de recompensa cerebrais... enfim, o que precisamos é agir em conjunto para vencer o ganho de peso.

3) Medicações para perda de peso devem ser usadas com supervisão médica. Aqui precisamos seguir uma série de critérios de segurança para prescrever as medicações, como por exemplo saber se seu rim e fígado estão ok e saber que não se misturam vários remédios ao mesmo tempo.

4) Os tratamentos e a escolha dos medicamentos devem ser feitos baseados para cada paciente, ou seja, individualizados. Devemos pesar o risco benefício de cada remédio e o caso clínico de cada um.

5) E, finalmente, o tratamento deve ser mantido enquanto for considerado seguro e efetivo para o paciente.
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