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3 dias atrás

Endocrinologia em dia

Vontade de beliscar: por que ela vem?

Comer é uma saída útil que o seu cérebro utiliza para ganhar uma energia extra quando o nervosismo vem. Não só lhe dá algo para fazer, mas também te distrai de tudo o que o deixa nervoso. O corpo busca energia para resolver as tarefas estressantes mais rapidamente e nesse caso é muito provável que você acabe exagerando.

Estresse e cansaço também andam juntos. E quando você está cansado, seus níveis de grelina (um hormônio que causa aumento de apetite) aumentam. Enquanto isso, seus níveis de leptina (um hormônio que diminui a fome e o desejo de comer) diminuem. Isso causa um desbalanço que... gera aumento de fome.

E se temos ansiedade no meio? Ansiedade tem uma forte ligação com transtornos alimentares. A compulsão alimentar pode ser uma maneira de ajudar a tentar controlar suas preocupações e estresse.

E tem como resolver? Tem sim, esse é um padrão alimentar associado ao comer emocional. Alguns casos vão precisar de tratamento com medicamentos – se a ansiedade é muito importante, ou se há depressão, por exemplo. Em outros casos a terapia cognitivo comportamental é uma excelente estratégia. Acompanhamento nutricional sério também oferece apoio para que os hábitos alimentares possam ser resolvidos. Se identificou? Converse com seu médico, terapeuta ou nutricionista!
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4 dias atrás

Endocrinologia em dia

Afinal, precisamos retirar a frutose da dieta?

Ou temos que nos preocupar com os excessos? Talvez seja essa a ponderação. Mas antes, quero contar melhor essa história para vocês. Tudo começou com uma hipótese: a de que os alimentos enriquecidos com o “corn syrup” que é o xarope de milho usado para adoçar, estabilizar e aromatizar alimentos principalmente nos Estados Unidos – e que é rico em frutose – estava associado ao aumento dos níveis de obesidade naquele pais. Por lá muito alimentos contém corn syrup: sucos adoçados, bebidas esportivas, achocolatados, cereais matinais, sobremesas industrializadas, sorvetes, molhos, caldas de chocolates e outros tipos de todas as guloseimas. No entanto, será que o problema é a frutose do xarope de milho ou será que o problema não é o excesso dos alimentos que as pessoas estão ingerindo?

Uma das hipóteses alegadas é que a frutose estaria associada a um maior nível de fome nas horas seguintes à sua ingestão. Isso é baseado em alguns estudos em humanos (e também em animais) que demonstrou que aqueles que se alimentaram exclusivamente de frutose apresentaram mais fome nas horas seguintes. No entanto, se sabe que a dieta humana não é exclusiva para frutose ou glicose. Tanto a glicose quanto a frutose são açúcares simples. As pessoas raramente ingerem somente uma ou outra. Em vez disso, eles geralmente são adicionados a alimentos e bebidas como misturas. O açúcar de mesa é metade da glicose, metade da frutose, por exemplo, enquanto o xarope de milho rico em frutose é de cerca de 55% de frutose e 45% de glicose.

Esse entendimento errado de que a frutose é a culpada levou muitos a acreditarem que as frutas seriam então perigosas para a alimentação em geral, sendo até indicado que fossem retiradas de vários tipos de dietas por longos períodos. Mas, segundo o que temos conhecimento pelas pesquisas até o presente momento, não há justificativa para que se retirem frutas definitivamente da alimentação, muito menos com o argumento de que frutose engorda mais que glicose.

Voltando ao começo... e se no lugar do xarope de milho fosse usado outro tipo de estabilizante, que deixasse o sabor igual, mas que não tivesse frutose? Será que a quantidade de doces que as pessoas consomem mudaria? Na verdade, a causa do ganho de peso nas pessoas se relaciona com excesso de calorias, alimentos de qualidade nutricional ruim e sedentarismo, além de fatores genéticos. Pense nisso e não demonize alimentos :).
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