Dra. Andressa no Youtube

Dra. Andressa no Instagram

Artigos & Informações

Dra. Andressa no Facebook

20 horas atrás

Endocrinologia em dia

Keto Diet: o que fazer agora que terminei?

Uma das discussões interessantes quando se fala em dietas é: o que fazer quando uma pessoa perdeu peso com uma dieta cetogênica e agora quer manter a alimentação saudável no dia-a-dia, mas com mais carboidratos?

Sim, porque é consenso que não se vive pra sempre em cetose. Se você ainda tem dúvidas, vou retomar rapidinho o conceito aqui. Sabe-se que após um período de vários dias de uma redução drástica do teor de carboidratos na dieta (para menos de 20 gramas por dia ou menos de 5% da ingestão diária de energia), as reservas de glicose se esgotam e passamos a depender da gordura como fonte de energia. Isso é o processo que chamamos de oxidação de gordura, onde ela passa a ser utilizada para gerar energia e fabricar glicose e corpos cetônicos (ou cetonas).

As cetonas então circulam na corrente sanguínea e podem gerar energia para músculos e também para o cérebro. No entanto, o cérebro prefere a glicose como combustível, e demora alguns dias para adaptar quando passa a receber cetonas, é por isso que no começo das dietas com restrição de calorias, e ainda mais nas dietas cetogênicas (pois a restrição de carboidratos é maior) é comum nas primeiras 48 a 72 horas a pessoa sentir tontura, fraqueza ou mal estar – conhecidas como “gripe cetogênica” ou “gripe da cetose”. No entanto, quando o cérebro se adapta a usar as cetonas como fonte de combustível, é descrito um aumento de vigor, com inclusive certa aceleração de pensamento, também não sendo regra geral para todos.

Após a perda de peso desejada, devemos voltar a introduzir o consumo de carboidratos, especialmente pois ele é o principal combustível cerebral. Nesse ponto, é essencial conversar com o especialista que está conduzindo o processo de cetose com você para saber qual a melhor estratégia. Uma das opções – e coloco a referência abaixo – é a transição cetogênica para mediterrânea, uma vez que na dieta mediterrânea as gorduras poli-insaturadas são indicadas, juntamente com os carboidratos integrais e os grãos. Além disso, os alimentos que são preparados têm base de vegetais, dando adeus ao açúcar refinado e à farinha. As gorduras saturadas raramente são consumidas – incluindo manteiga e carne vermelha. A base de óleo utilizada é o azeite, e tem laticínios – fonte de cálcio, em pequenas porções. Normalmente o que vai determinar se a pessoa vai ou não perder peso com a dieta mediterrânea é a quantidade de calorias ingeridas. Se ajustada para suas necessidades calóricas, a dieta mediterrânea conseguirá manter seu peso e saúde em equilíbrio.

Quer saber mais? www.health.harvard.edu/staying-healthy/can-the-keto-diet-help-me-lose-weight
... Veja maisMostrar menos

Veja no Facebook

4 dias atrás

Endocrinologia em dia

Celulite: de onde vem? O que fazer?

Este post é dedicado a uma seguidora minha do Suriname, que me mandou o e-mail com a sugestão de pauta.
Vamos entender?

Não é preciso estar acima do peso para ter celulite, ela é mais comum em mulheres de etnia caucasiana, e sim tem influência de fatores hormonais.
Mas o nome bem certo não é celulite, e sim lipodistrofia ginoide. Celulite foi um termo consagrado pelo uso para aquele aspecto de pele de casca de laranja que incomoda tanto a gente.

A celulite é encontrada em qualquer área com excesso de depósitos de tecido adiposo, no entanto, apesar de tentativas de identificar que ela seja uma alteração no funcionamento da gordura, os estudos têm mostrado que ela pode não ser, mas pode ser piorada por hábitos ruins. Ter celulite passa a ser entendido como mais um depósito “normal” de gordura da mulher, mas que pode piorar em algumas situações como alterações de fluxo sanguíneo. Segundo o entendimento atual a celulite ocorre porque:

1) homens e mulheres são diferentes: as características estruturais dos lóbulos de gordura subcutânea e dos septos do tecido conjuntivo mudam a depender de mulheres terem estrógeno e progesterona e homens, testosterona.

2) Segundo alguns autores ela pode ser multifatorial. A celulite se formaria quando a circulação da pele fica ruim. Essa perda na circulação, provocaria retenção do excesso de líquido na derme, entre os adipócitos (células de gordura) e os septos interlobulares (que são áreas de estrutura), levando a alterações nas células e falta de oxigênio nos tecidos.

A falta de oxigênio devido à falta de circulação aumentaria a resistência da gordura no local e junto da ação do estrogênio, da prolactina e de uma dieta rica em carboidratos - facilitaria o crescimento excessivo dos adipócitos. Os adipócitos alargados, nesse ambiente disfuncional, formariam com os septos os micronódulos circundados por fragmentos de proteínas que, posteriormente, junto com a fibrose, levariam ao surgimento da celulite.

Existem várias maneiras de se avaliar a celulite, e atualmente há tratamentos invasivos e não invasivos. Os não invasivos incluem vários tipos de lasers e radiofrequências, alguns aprovados pelo FDA outros não (vou colocar a referência em anexo para maiores detalhes). Entre os tratamentos invasivos, a subcisão é a técnica cirúrgica invasiva que uma agulha é introduzida no tecido subcutâneo e, posteriormente, movimentada paralelamente à superfície cutânea. Para decidir a melhor técnica, a consulta com o dermatologista é fundamental. Eles são os profissionais capacitados para fazer o diagnóstico do grau de celulite e decidir o tipo de tratamento que será necessário para cada caso.

Quer saber mais? PDF free em www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=2&ved=2ahUKEwjM7YLuxLTjAhU9HrkGHWwBDjYQFjAB...
... Veja maisMostrar menos

Veja no Facebook

× WhatsApp