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4 horas atrás

Endocrinologia em dia

Fibras em excesso: podem fermentar!

Depois de comer você tem distensão abdominal, fica com a barriga toda inchada e cheinha de gases. Por que será que isso acontece? Por diversos motivos.

Um deles por incrível que possa parecer é: excesso de fibras. Você sabia que as fibras alimentares estão classificadas de acordo com origem da fibra em sua estrutura, solubilidade em água, potencial de fermentação ou suscetibilidade a degradação bactérias intestinais e grau de viscosidade? Sim, essa classificação bem detalhada permite que a gente saiba que fibras não são todas iguais e sim, algumas fermentam mesmo. Veja só!

A fermentação das fibras varia entre zero a 100% e são consideradas fermentáveis se atingirem no mínimo de 60% de fermentação. Quanto mais solúvel fora fibra, maior o seu grau de fermentação: liguinina 0%; celulose de 15 a 60%; hemicelulose de 56 a 85% e pectina cerca de 90%. O resultado processamento das fibras pelas bactérias do intestino formará os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). Os mais importantes e abundantes são o acetato, propionato e butirato. Os AGCC formados são rapidamente absorvidos pela mucosa intestinal e irão para corrente sanguínea contribuindo positivamente no fígado no metabolismo dos carboidratos e no equilíbrio glicemia.

Portanto, fique atento, alguns suplementos de fibras com pectina podem dar muitos gases. Já os de liguinida provavelmente não. Para saber o melhor suplemento de fibras para você ou os alimentos adequados para você, converse com seu nutricionista!
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1 dia atrás

Endocrinologia em dia

Termogênicos ajudam?

Antes de começar, é preciso entender o que eles propõem: acelerar o metabolismo.
O metabolismo é o resultado de todas as reações químicas e energéticas que acontecem no nosso corpo. Para simplificar, devemos entender o metabolismo como o motor de um carro, que pode estar funcionando mais rápido – se o carro estiver em movimento, ou mais devagar – se o carro estiver em repouso. Da mesma forma é o nosso metabolismo. Para que o nosso corpo execute as tarefas do dia-a-dia como respirar, controlar os batimentos cardíacos, correr, falar, dormir, andar, nós gastamos energia e o conjunto de reações que envolve esses atos todos é o metabolismo. O nosso metabolismo é regulado por uma série de fatores, como a quantidade de músculo que temos no nosso corpo – a massa muscular, a quantidade de gordura, e também alguns hormônios, como os da tireóide e o cortisol.

A idéia dos termogênicos é que eles, ao serem ingeridos, levam o nosso corpo a gerar mais calor – como o próprio nome indica TERMO de calor e GÊNICO de início ou gênese. São eles a pimenta vermelha, a canela, o gengibre, o café, o abacaxi, o chá verde e o chá de hibisco. Porém, eles sozinhos não são responsáveis por emagrecer. O emagrecimento depende de comer menos – menos entrada de calorias, e maior gasto energético – mais atividade física e metabolismo em ordem.

Mas, qual o papel do alimento termogênico dentro do emagrecimento?
Sabe se que uma xícara de café coado pode elevar a taxa metabólica basal de 24 horas em cerca de 3%. Isto que dizer que para uma pessoa que gasta 1200 kcal por dia, se tomar uma xícara de café coado, seu gasto energético irá para 1236 kcal por dia, ou seja, é um aumento muito pequeno no gasto calórico para que o peso se reduza única e exclusivamente pelo fato de tomar o café. Um outro estudo indicou que cada miligrama de cafeína consumida ajuda a queimar 0,1 calorias adicionais nas 24 horas seguintes. Isso significa que tomar uma pílula de 150 mg de cafeína queimaria 15 calorias adicionais ao longo de um dia.

Nos estudos sobre os efeitos dos alimentos termogênicos no metabolismo, os valores ainda variam muito, há estudos que sugerem que o chá verde pode acelerar o metabolismo em torno de 4,6% em 24 horas, mas o eixo comum a todos os estudos é atribuir a perda de peso à ação combinada entre atividade física, dieta e a ingestão dos termogênicos. O resumo é que não é apenas devido ao consumo dos alimentos termogênicos que haverá redução de peso. Exercícios e dieta com redução de calorias terão papel fundamental nesse processo. Ah, e para saber se você pode consumir estes alimentos, pergunte ao seu médico ou nutricionista. Eles saberão se você tem alguma restrição específica!

Quer saber mais?
www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2855614/
www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21366839
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