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4 horas atrás

Endocrinologia em dia

Cúrcuma e Golden Milk: o que os estudos tem falado?

A cúrcuma é uma planta da família do gengibre e é utilizada na preparação do golden milk, ou leite dourado – uma bebida que tem ganho muita popularidade impulsionada pelas redes sociais. Nos Estados Unidos e outros países de língua inglesa, ela é mais conhecida como turmeric, e muitas vezes pode ser erroneamente confundida com o gengibre.

A cúrcuma é conhecida por suas propriedades anti-inflamatórias, neuroprotetora e até antitumoral, utilizada há milênios pela medicina tradicional chinesa. A medicina ocidental, por sua vez, também tem se dedicado a estudar a cúrcuma, em especial os curcuminóides, que são compostos polifenóis – antioxidantes potentes – e que se relacionam justamente às propriedades anti-inflamatórias que a medicina Chinesa já nos contava. Temos estudos em várias frentes, e um deles muito interessante é uma revisão sistemática dos efeitos dos curcuminóides na redução dos níveis de colesterol.

É uma revisão sistemática com metanálise feita para avaliar os efeitos da cúrcuma e curcuminóides nos triglicerídeos, colesterol total, colesterol LDL e colesterol HDL no sangue. Verificou-se uma redução de triglicérides de 19,1 mg / dL, colesterol total de 11,4 mg / dL e colesterol LDL em 9,83 mg / dL, além de aumentar o colesterol HDL em 1,9 mg / dL nos pacientes que fizeram uso de cúrcuma. No entanto, os autores indicam interpretação com cautela pois os estudos avaliados eram muito diferentes entre si, necessitando de trabalhos comparando placebo e grupo ativo (em uso de cúrcuma) - o que chamamos de ensaios clínicos randomizados - no futuro.

Antes de começar a usar, converse com seu nutricionista. Sabemos que doses até 1500 mg 3 vezes ao dia não cursam com toxicidade, mas em pacientes com gastrite indica-se moderação no consumo. Além disso a cúrcuma tem interação com anticoagulantes, portanto se você faz uso e consome cúrcuma deve avisar seu médico o quanto antes.

E você já experimentou? O que acha? Conta aqui!

Quer saber mais?
www.webmd.com/vitamins/ai/ingredientmono-662/turmeric
www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31212316
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1 dia atrás

Endocrinologia em dia

Keto Diet: o que fazer agora que terminei?

Uma das discussões interessantes quando se fala em dietas é: o que fazer quando uma pessoa perdeu peso com uma dieta cetogênica e agora quer manter a alimentação saudável no dia-a-dia, mas com mais carboidratos?

Sim, porque é consenso que não se vive pra sempre em cetose. Se você ainda tem dúvidas, vou retomar rapidinho o conceito aqui. Sabe-se que após um período de vários dias de uma redução drástica do teor de carboidratos na dieta (para menos de 20 gramas por dia ou menos de 5% da ingestão diária de energia), as reservas de glicose se esgotam e passamos a depender da gordura como fonte de energia. Isso é o processo que chamamos de oxidação de gordura, onde ela passa a ser utilizada para gerar energia e fabricar glicose e corpos cetônicos (ou cetonas).

As cetonas então circulam na corrente sanguínea e podem gerar energia para músculos e também para o cérebro. No entanto, o cérebro prefere a glicose como combustível, e demora alguns dias para adaptar quando passa a receber cetonas, é por isso que no começo das dietas com restrição de calorias, e ainda mais nas dietas cetogênicas (pois a restrição de carboidratos é maior) é comum nas primeiras 48 a 72 horas a pessoa sentir tontura, fraqueza ou mal estar – conhecidas como “gripe cetogênica” ou “gripe da cetose”. No entanto, quando o cérebro se adapta a usar as cetonas como fonte de combustível, é descrito um aumento de vigor, com inclusive certa aceleração de pensamento, também não sendo regra geral para todos.

Após a perda de peso desejada, devemos voltar a introduzir o consumo de carboidratos, especialmente pois ele é o principal combustível cerebral. Nesse ponto, é essencial conversar com o especialista que está conduzindo o processo de cetose com você para saber qual a melhor estratégia. Uma das opções – e coloco a referência abaixo – é a transição cetogênica para mediterrânea, uma vez que na dieta mediterrânea as gorduras poli-insaturadas são indicadas, juntamente com os carboidratos integrais e os grãos. Além disso, os alimentos que são preparados têm base de vegetais, dando adeus ao açúcar refinado e à farinha. As gorduras saturadas raramente são consumidas – incluindo manteiga e carne vermelha. A base de óleo utilizada é o azeite, e tem laticínios – fonte de cálcio, em pequenas porções. Normalmente o que vai determinar se a pessoa vai ou não perder peso com a dieta mediterrânea é a quantidade de calorias ingeridas. Se ajustada para suas necessidades calóricas, a dieta mediterrânea conseguirá manter seu peso e saúde em equilíbrio.

Quer saber mais? www.health.harvard.edu/staying-healthy/can-the-keto-diet-help-me-lose-weight
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